Sunday, September 24, 2006

The Rising

OK, this is enough.
You think I'm suffering because of you.
Yes, I have been in agony because of you leaving me, but not anymore.
You think I feel dead because of you.
Yes, I've been through hell because of you, but I just came out of it.
You think I don't want to wake up because of you.
Yes, I have been wishing to just stay in bed and don't get up, but not anymore.
You think I care when you completely ignore me.
Yes, I have had times when all I wanted was to know what you thought, but now I don't.
You think I always think about you, every second of my life.
Yes, I used to when I thought you liked me, but not anymore.
You think I miss you just because you found someone else.
Yes, I have missed you for a long time, but now it's over.
You think I need you to keep living my life.
Yes, I thought I needed you to do it, bu now I don't.
You think I still love you even though you don't give a shit about me anymore.
Yes, I have loved you for a long time, and I might still do because I still worry about you.
But now it's time to move on.
I'm sick of this.
I'm tired of being stuck to a feeling such as agony and pain.
So I'm just going to move on.
If you want, you can walk out of my life.
I don't care anymore.
But if you stay, just try not no bother me.
And don't try to make me suffer anymore.

Sunday, September 17, 2006

Hell


Acabou... Um ano terminou, apenas para me lembrar constantemente da dor que ainda sinto por causa do passado. Tem-se tornado insuportavel, começo a perder a esperança no futuro. Já me magoaram muito, já me magoei muito e já magoei muito... Sinto-me só, por mais pessoas que me rodeiem, como quem caminha sem rumo, sem horários, sem objectivos... Apenas caminha por caminhar, para não parar e deixar que a vida lhe abandone o corpo. Começo a ficar farto dos erros que cometo, daquilo que faço e de como magoo constantemente quem não quero. Sinto-me num inferno constante, a desejar a noite todas as manhas, para que vá dormir logo depois de acordar e dar o dia como finalizado. Desejava apenas não ter magoado ninguém durante o meu sofrimento, pois não partilho a minha dor, é algo que quero que morra apenas comigo e não com mais ninguém. Foi nisto em que me tornei nos últimos tempos e receio que não seja mais do que aquilo que sou agora...

Sunday, August 27, 2006

Checkpoint

Quando alguém escreve, nem sempre sabe porque o faz ou sobre o que irá escrever. Assim começam carreiras de grande sucesso no mundo da literatura. Também não sabe aonde o fará; muitos já começaram em folhos brancas, em blocos completamente desprovidos de conteúdo ou até em pequenos pedaços de papel, como guardanapos ou o cantinho de uma folha. Mas, no fundo, o que interessa é que, ao escrever, a pessoa liberta-se da sua realidade por momentos, entrando numa espécie de universo só seu, onde pode moldar tudo o que nele existe a seu bel-prazer. Pode ser uma simples ideia solta, pode ser aquele poema que queremos escrever a quem nos é mais querido, pode ser um curto parágrafo que expressa o nosso estado de espírito no momento… Pouco importa. O importante é que quem escreve se sinta bem com o que faz, que assuma que o faz sem vergonhas ou inibições e, se achar bem, que partilhe aquilo que faz com o resto do mundo, sem medo da reacção que possa obter.

Muitos acham que escrever é um sinal de fragilidade, de fraqueza ou de inferioridade; mas, lá no fundo ou até vasculhando o seu passado, todas elas já passaram pela mesma fragilidade, fraqueza e inferioridade que hoje em dia criticam. Achar que a escrita nos torna menos populares aos olhos do mundo é uma ideia completamente errada e uma demonstração de falta de personalidade, pois quem critica a escrita segue, geralmente, padrões de semelhança com o que está na moda, estereótipos.

Mas quem não tem medo de o assumir sabe bem porque o faz: porque se sente bem escrevendo e tenta partilhar esse sentimento com os outros, intencionalmente ou não. Claro que é sempre mais fácil comprar livros de poemas ou de histórias apenas para ler e passar o tempo, mas é mais difícil e agradável ser cada um a criar, sabendo que, quando terminar, tem à sua frente um pouco de si, um pouco do seu trabalho. Pode até nem ser com um objectivo ou um destinatário específico, pode ser apenas pelo prazer de escrever, guardando o seu trabalho para si. Mas quem sabe se, ao guardá-lo, não estará a privar o mundo de algo que possa mudar o rumo da vida de alguém? Se não estará a não prestar ajuda a alguém que precise de ser confortado, de encontrar uma luz que a guie no meio da escuridão?

No meu caso, eu escrevo por várias razões, mas a principal é por ser algo que faço por gosto. E, neste caso, não é excepção. Não sei quem chegará a ver este conjunto de ideias, de frases, de palavras encadeadas de forma a terem sentido, mas pretendo partilhar com todos aqueles em quem confio e de quem posso esperar uma espécie de aprovação. Tudo começou com o “escrever por escrever” e este é o resultado dessa acção quase espontânea.

Sunday, July 23, 2006

Life

Alone.
Once more.
I feel empty inside.
A profound desire for peace consumes my heart.
But where can I find it?
The world tries to destroy my soul and I feel my deeper realm is not a safe place to be anymore.
Yet I must defend it, for losing it would be my defeat.
But how shall I do it?
Every day, I walk alone.
The people that I find in the streets seem like ghosts to me...
Distant, cold and speechless.
I see no warmth in their eyes, I see no life in their eyes.
Only the coldness the world gives us.
But how can I stop it?
Here I stand, clueless, seeking for inspiration.
My universe is the answer to these questions.
As I have said before, I make things happen here.
And it is by looking into it that I find the courage to live another day.
Despite all I see in the world, I have people that care for me.
People that I can make smile.
People that I can help when they are sad.
People that need me and people that I need.
So here I stand, alone but with a purpose to be here.
Tomorrow, shall be another day.
Tomorrow, I shall wake up and face the world.
Tomorrow...
I shall live and conquer life.

Sunday, July 16, 2006

A quem um dia chamei anjo (escrito no dia da poesia)

Neste dia de poetas,

Não escrevo como um deles;

Apenas escrevo a pensar naquela que tem a chave do meu coração,

Omitindo o significado desta data…

Apenas em ti encontro inspiração,

Mesmo não me considerando um poeta,

E apenas a ti te dedico o que escrevo,

Não a este dia.

Cada poema tem um propósito

E tu és a razão daqueles que escrevo.

Não sei como surgiste na minha vida

Mas foste a melhor coisa que me aconteceu…

Como na minha vida ocupas-te o lugar

Que também é teu,

Também as estrelas no céu se moveram

Para que todos os dias eu te vislumbrar quando olhar para o alto…

Não olho para ti apenas como uma paixão passageira

Nem como uma mera atracção.

Cada vez que o meu olhar se cruza com o teu,

Vejo em ti a pessoa que mais quero no mundo…

Não sei como me vês

Cada vez que olhas para mim,

Mas apenas te garanto que o meu coração

Resistirá sempre a mudança, para ser teu.

Neste dia dedicado à poesia,

Dedico este poema a ti,

Para que saibas o quanto te quero

E o quanto te adoro, meu anjo.

Adoro-te muito…

A noite

A noite...

Tantas vezes companheira nas horas solitárias da minha escrita e tantas vezes inimigas nas horas infinitas da minha reflexão...

Tantas vezes me inspirou para pegar na caneta e escrever como tantas vezes me fez aumentar o sentimento de tristeza e dor...

Tantas vezes bela quando estamos com quem amamos e tantas vezes fria quando sentimos a solidão mais do que nunca...

A eterno refugio de quem escreve e o eterno pesadelo de quem sofre...

Incompreendida, é certo, mas porém traiçoeira perante aqueles que a desconhecem e não sabem como a viver….

Associada à malícia vezes sem conta, é a musa que inspira quem procura nas palavras alcançar a paz de espírito…

É refúgio daqueles que repousam e a invisibilidade daqueles que se remetem ao mais profundo sigilo nas suas acções…

Fonte infindável de lendas e histórias de criaturas das trevas, demonstra uma beleza infinita a todos os que a contemplam…

Um exemplo da perfeição de Deus, corrompido pela malícia e pela condição humana de quem a descreve…

Será alguém digno de se referir à noite?

Terá alguém o direito de a julgar?

Será justo contestar a sua influência nas atitudes dos mortais que vivem sob o seu olhar?

Estas são dúvidas que não podem ser respondidas por nenhum Homem.

Apenas podemos viver sabendo que ela existe, tendo que viver com ela do nosso lado.

Apenas podemos contempla-la sabendo que ela é real, não podendo desvendar os seus

mistérios.

Apenas podemos sentir a sua presença sabendo que ela nos inspira, com a condição de não lhe podermos falar.

Ela simplesmente existe, com a sua beleza e misticismo.

Mas estará sempre lá quando a necessitarmos.

E jamais nos abandonará.

I will wait for you

You seek only strength,

With such coldness that would burn a person,

Throwing away your pride

And stopping time with your hatred.


You wish for tomorrow… you wish for a battle…

You, the warrior that seeks only his dreams.

Your heart has faded in the darkness.

Search for it and bring it back, without turning to see what you left behind.


Your coldness, your anger, your pain…

I feel them too.

Your once true courage…

The courage that you must regain.


Melt those frozen eyes.

Wipe your tears away

For they are the warmth

That will melt the ice of your heart.


And once the ice has melt,

The sun will shine upon you once again.

And your courage will be regained

To start your life once again.


While you seek for yourself in the darkness,

I will be waiting for you

By the roadside of your life,

Where you have left your past and seek your future.


I will wait for you as long as you wish.

And when you finally walk down that road,

I will tenderly embrace you,

To let you know that my heart is yours to keep.


This will be my oath to you.

An oath that will grant you my presence in every moment of your life

And my love in each and every single day of it,

For this is the feeling that fills my soul and mind…


I will wait for you by the roadside of your life…


Always…


And forever…


My love.

My Last Stand

(nota: "Last Stand" é um termo militar, relativo a uma formação defensiva adoptada por um batalhão aquando de uma situação de clara desvantagem; normalmente, a formação sofre vastos danos, sendo, por vezes, completamente destruída)

I stand before you a mortal.
Nothing more than a mere mortal, with all my imperfections.
As all mortals, I am exposed to the world and to reality.
To its rules and its prejudices.
To good and to evil.
But, unlike most of the mortals, I chose a different path.
My path is mine alone.
My path is a path of a person who does not accept everything he gets so easily.
My path leads to another world, another reality, where only few may enter.
There, I find the peace I seek every day, the freedom I seek in every moment.
There, I can be myself without being ignored or unaccepted.
There, I am just... me.
And I've made up my mind: this is the world I want to live in.
This is the world that I want people to see.
This is the world I can give to everyone that wishes to live here.
This shall be my last stand against all that reality gives me.
The odds are against me, I know.
But my world shall prevail, no matter how hard people try to destroy it.
My world shall not fall to the corruption of evil.
My world shall walk through the storm and stand tall when the sun shines again.
And I shall stand with it and with those who want it to stand.
Until the end, this shall be it...
My last stand...